Objetivo da reunião é debater o processo de regularização dos pontos de venda do produto fumígeno; iniciativa será abrigada a partir das 14 horas, no auditório do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe), localizado na rua General Francisco Glicério, 1.334 – centro
A Prefeitura de Suzano-SP, por meio da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, vai promover nesta quinta-feira (24 de agosto) uma reunião com proprietários de tabacarias e de lounges de narguilé da cidade. O objetivo do encontro é debater o processo de regularização dos pontos de venda do produto fumígeno. A iniciativa será abrigada a partir das 14 horas, no auditório do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe), localizado na rua General Francisco Glicério, 1.334 – centro.
A reunião deve reunir dezenas de donos de estabelecimentos que comercializam narguilé (equipamento decorado utilizado para o consumo de tabaco aromatizado), cujo mercado expandiu-se de forma significativa nos últimos anos no Alto Tietê, incluindo Suzano, tanto no centro quanto nos bairros das regiões norte e sul do município.
Segundo a Vigilância Sanitária, todas as tabacarias devem obedecer às normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, bem como as leis estaduais que tratam sobre a venda de produtos fumígenos e de derivados do tabaco.
A legislação vigente prevê, por exemplo, que um “lounge” deve contar com um sistema adequado de ventilação, além de protocolos de combate a incêndios e medidas de segurança para os frequentadores em local visível, além de não ser autorizada a comercialização de alimentos e de bebidas alcoólicas no mesmo local.
Além da infraestrutura necessária para a criação de um estabelecimento de consumo específico de narguilé, a lei não tolera a entrada de menores de 18 anos e defende a fixação de avisos sobre os danos causados pelo consumo de tabaco.
A principal preocupação das autoridades sanitárias de Suzano quanto à necessidade de uma maior fiscalização e de orientação por parte do poder público reca na possibilidade de surgir no futuro um mercado clandestino de narguilé, bem como a incidência de consumo de tabaco por parte de crianças e de jovens e a abertura de mais estabelecimentos que não oferecem condições mínimas de segurança e não têm a devida autorização para funcionamento.
Segundo o diretor da Vigilância Sanitária do município, Mauro Vaz, o órgão recebe semanalmente cerca de cinco denúncias relacionadas a problemas neste tipo de comércio. O número foi o que motivou, aliás, a organização do encontro que será realizado nesta quinta-feira, no Saspe.
Mais informações sobre o assunto podem ser adquiridas pelo telefone (11) 4745-2060, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.