Primeira interferência artística ocorreu no ano passado em mais de um quilômetro de extensão; agora, 20 grafiteiros participam da ação
Desde dezembro de 2020, a paisagem dos transeuntes e motoristas que passam pela avenida Brasil, em Suzano, mudou completamente. O muro que cerca a linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve mais de um quilômetro grafitado. E a partir desta sexta-feira (12/002), mais cem metros será trabalhado por 20 artistas-grafiteiros da cidade e região.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a empresa estadual e integra as ações do projeto “Arte Pública”, que, desde sua criação, em 2010, é coordenado pela artista plástica e historiadora Aline Baliberdin. A execução do muralismo conta ainda com o suporte técnico dos grafiteiros Fabiano Galdino, o Oreia, e José Carlos de Lima, o Raça.
Aline explica que esta segunda fase no muro da CPTM foi provocada pelos artistas da cidade e que a primeira ocorreu por meio da verba destinada pela Lei Aldir Blanc (lei federal nº 17.014/2020) para o município, em parceria com a Associação Literatura do Brasil. Ela disse ainda que os grafiteiros desta nova atividade estão vindo voluntariamente.
Aline contou que depois da primeira ação, a Cultura recebeu uma série de ligações de grafiteiros de Suzano e da região que não tinham participado. Logo depois que o secretário Walmir Pinto assumiu a chefia da pasta, houve a decisão sobre a pintura de mais um trecho do local.
O secretário de Cultura e vice-prefeito de Suzano, Walmir Pinto, destaca que o projeto é de extrema importância para a desmarginalização da arte urbana e que este trabalho no muro da CPTM – que deverá chegar até as proximidades do viaduto Ryu Mizuno – é um caminho para levá-la para além dos equipamentos e espaços públicos. Ele disse que um dos papéis fundamentais da Secretaria de Cultura é levar a arte para todos os lugares. Para Walmir, Cultura é atitude, é a ferramenta de provocação do pensamento crítico em nossa cidade.