Iniciativa é colocada em prática na cidade pela União em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde; tratamento pode durar entre seis meses e um ano, via administração de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
A Prefeitura de Suzano-SP, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando na rede básica desde o início deste ano o trabalho de combate à hanseníase – doença bacteriana popularmente conhecida como lepra. Com ações preventivas e diagnóstico adequado e feito em tempo, foi possível, por exemplo, detectar dois novos casos na cidade em 2017 e encaminhá-los a tratamento específico, ao passo em que se manteve os indicadores da enfermidade baixos no município.
Por meio do programa “Vigilância e Saúde”, do Ministério da Saúde, o trabalho de controle da hanseníase é desenvolvido em Suzano nas 22 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Pronto-Socorro (PS) Municipal (rua Professor Roberto David, 499 – Vila Figueira), no Pronto-Atendimento (PA) do distrito de Palmeiras (rua Mussi Jorge Antonio, 310 – Jardim Amazonas) e no Ambulatório de Especialidades “Doutor Joracy Cruz” (rua Kazuo Kajiwara, 33 – Parque Santa Rosa).
Para tanto, os profissionais de Saúde do município administrado pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi são preparados a reconhecer os sintomas da lepra, como manchas avermelhadas ou esbranquiçadas que têm dificuldade de cicatrização, presença de nódulos e perda de força muscular, só para citar alguns. Casos suspeitos são encaminhados ao Ambulatório de Especialidades, para receberem acompanhamento por parte de um especialista em Dermatologia. Se a doença é confirmada, é providenciada de pronto notificação oficial, bem como encaminhamento para o início do tratamento.
Há dois tipos de acompanhamento clínico. A indicação varia conforme o grau em que esteja a enfermidade. Aos portadores de hanseníase com menos de cinco manchas no corpo, o tratamento dura seis meses, via a administração de dose mensal de remédios, com direito à assistência de um especialista da rede básica de saúde.
Para os casos que sinalizam mais de cinco manchas pelo corpo, também são indicadas sessões de medicação mensais com um dermatologista, no Ambulatório Especializado, e posterior tratamento em casa, após alta clínica. O processo dura em média um ano. Todos os remédios são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a Secretaria de Saúde de Suzano, não existe perigo de propagação da doença desde que seja iniciado o tratamento. Com a administração de medicamentos adequados, o bacilo causador da enfermidade perde força – logo, o paciente não precisa ser afastado de suas atividades rotineiras, nem do convívio social, durante a terapia médica. No entanto, como procedimento padrão do Ministério da Saúde, todas as pessoas próximas ao portador da hanseníase são submetidas a exames preventivos.