22/06/2017

Ministério da Saúde e Prefeitura de Suzano-SP promovem capacitação sobre doença falciforme

Ministério da Saúde e Prefeitura de Suzano-SP promovem capacitação sobre doença falciforme

Tendo à frente a Coordenadoria da Saúde Bucal da cidade administrada pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi, curso foi ministrado para cerca de 150 profissionais e representantes da saúde pública do Alto Tietê na manhã de ontem (21 de junho); iniciativa teve como objetivo capacitar o público presente a diagnosticar portadores da enfermidade e a fazer os devidos encaminhamentos para tratamento adequado

 

A Prefeitura de Suzano-SP, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu na manhã de ontem (21 de junho) a capacitação “Saúde Bucal e a Doença Falciforme”. Tendo à frente a Coordenadoria da Saúde Bucal da cidade administrada pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi, o curso foi ministrado para cerca de 150 profissionais e representantes da saúde pública do Alto Tietê no auditório da Faculdade Piaget (avenida Mogi das Cruzes, 1.001 – Parque Suzano). A iniciativa teve como objetivo capacitar o público presente a diagnosticar portadores da enfermidade e a fazer os devidos encaminhamentos para tratamento adequado.

O tema foi explanado, na oportunidade, pela coordenadora da Associação Pró-Falcêmicos (Aprofe), Sheila Ventura; e pela pesquisadora em Anemia Falciforme da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Márcia Pereira Alves dos Santos, que fizeram parte da mesa principal de trabalhos. A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde de Suzano, a cirurgiã-dentista  Marisa Sugaya, bem como representantes das Coordenadorias de Saúde Bucal de Santa Isabel-SP, de Poá-SP, de Guarulhos-SP, de Guararema-SP e de Salesópolis-SP também reforçaram o grupo.

Na abertura da iniciativa, a coordenadora da Aprofe, que é portadora da doença falciforme, relatou sobre as dificuldades que enfrentou desde o diagnóstico da doença, aos 7 anos. Durante este período, conforme compartilhou Sheila, ela enfrentou o preconceito de colegas de escola e de professores, além de ter vivenciado sérias complicações quanto ao atendimento médico oferecido a sua irmã, que também tinha a enfermidade e faleceu aos 29 anos, devido a erros médicos cometidos no decorrer do tratamento.

Já a carioca Márcia dos Santos falou  aos profissionais de saúde bucal do Alto Tietê sobre a importância do diagnóstico e dos procedimentos adequados no contato com portadores da doença falciforme. A especialista reforçou a necessidade da atenção à enfermidade, incluindo o rápido diagnóstico e o direcionamento adequado quanto ao tratamento, que, consequentemente, pode representar melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a Secretaria de Saúde de Suzano, a capacitação promovida ontem na Piaget representa um salto fundamental no tratamento de homens e de mulheres do município que detém doença falciforme.

A doença falciforme atinge o sangue e é hereditária. Não trata-se de enfermidade contagiosa, mas é caracterizada pela produção anormal da hemoglobina que, sob determinadas condições, pode comprometer o transporte de oxigênio no sangue. Seus portadores podem sofrer dores crônicas, comprometimento do sistema imunológico, anemia, entre outras condições associadas.