Mesa redonda tratou do tema “Arte Urbana e as Cidades (des)Humanizadas”, sobre a ocupação do espaço urbano pela arte e pela juventude; mesas-redondas ocorrerão mensalmente e abordarão temas ligados à cultura e sociedade
A Secretaria de Cultura de Suzano-SP realizou na noite de quarta-feira (15 de março) a primeira etapa do circuito “Cultura em Debate”. A iniciativa foi abrigada no auditório “Orlando Digenova”, no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi” (rua Benjamin Constant, 682 – centro). Os encontros serão promovidos mensalmente e destinados à troca de ideias entre os integrantes da mesa técnica e da plateia, diante às experiências e o posicionamento de cada um.
A primeira edição do “Cultura em Debate” teve como temática central “Arte Urbana e as Cidades (des)Humanizadas” e reuniu estudantes de Arquitetura, artistas plásticos urbanos, grafiteiros e jovens interessados em discutir o papel e o contexto da arte urbana do grafite e a manifestação da pichação dentro do espaço urbano, bem como suas causas e consequências.
Participaram da mesa redonda o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, o mestre e doutor em Arquitetura Elvis José Vieira, o artista plástico e produtor Nandes Castro, e o engenheiro civil Douglas Felipe da Silva, diretor-presidente de uma empresa de construção civil de Suzano e idealizador do projeto “Revitaliza Suzano”. A mediação foi feita pela artista plástica Aline Baliberdin, diretora de Cultura do Poder Executivo.
Na oportunidade, o chefe da pasta de Planejamento Urbano da Prefeitura de Suzano reafirmou que a cidade pode e deve ser um espaço destinado à arte, como acontece em Paris, na França, tanto pela arquitetura histórica quanto pelos novos edifícios, como é o caso do Centro Cultural “Georges Pompidou”.
Nandes Castro, em sua fala, reafirmou as origens conjuntas da pichação e do grafite, a partir do vandalismo das fachadas, onde a mesma abordagem adotada contra a pichação no Brasil é utilizada contra o grafite em outros países. O artista plástico afirmou que é preciso entender a origem social da pichação, que advém de uma cultura voltada para o ócio e que abarca, ainda, a falta de oportunidades para a expressão da juventude.
O ciclo de palestras do “Cultura em Debate” terá continuidade na segunda semana de abril. Questões de gênero será o tema abordado na ocasião.