Publicado em: 11 Mar, 2019
Aula inaugural focou na violência doméstica com dados apresentados pelo Instituto Patrícia Galvão
O anfiteatro Orlando Digenova, do Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, lotou na noite desta sexta-feira (08/03), durante o lançamento da sétima edição do curso Promotoras Legais Populares (PLP), oferecido gratuitamente às mulheres pelo Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe). A atividade em referência ao Dia Internacional da Mulher faz parte da programação especial dedicada ao público feminino no mês de março.
Com início às 19 horas, a aula inaugural contou com a participação do prefeito Rodrigo Ashiuchi; da presidente do Fundo Social de Solidariedade e dirigente do Saspe, a primeira-dama Larissa Ashiuchi; dos vereadores Rogério Gomes do Nascimento e Marcos Antônio dos Santos; do chefe de Gabinete, Afrânio Evaristo; da coordenadora da Patrulha Maria da Penha, a Guarda Civil Municipal (GCM) Rosemary Caxito; da presidente da Comissão da Mulher Advogada (OAB- Suzano), Maria Margarida Mesquita; do representante do grupo reflexivo Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, César Braga; da coordenadora das PLP’s, Sandra Nogueira; e da diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Vieira de Melo.
Em seu discurso, Larissa destacou a luta pelo fim da violência doméstica e a importância do apoio mútuo entre as mulheres na busca pelo reconhecimento de seus direitos e a violação deles, sendo os pilares do trabalho realizado pelo PLP, com ênfase na atuação judiciária quanto à conduta adotada em diferentes áreas que circundam a vida em sociedade, como ética de gênero, raça e etnia, classe social, orientação sexual e o conhecimento de políticas públicas. A primeira-dama ressaltou que o curso foi retomado há três anos, depois de 11 anos parado, e que a união e sororidade são essenciais para a sociedade caminhar.
A presidente do Fundo Social lembrou ainda que os encontros da sétima edição do curso PLP serão ministrados uma vez por semana – às terças-feiras, entre 18h30 e 21 horas, no decorrer do ano, no auditório do Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682 – centro).
Já o chefe do Executivo suzanense ressaltou a importância da Patrulha Maria da Penha na cidade, que já atendeu mais de 1,8 mil mulheres, sendo que o trabalho de amparo às vítimas é essencial porque, muitas vezes, a mulher não têm coragem de denunciar. Ashiuchi ainda destacou que a data reforça a conscientização e que o curso lançado é mais uma ferramenta na luta de mulheres e homens contra o feminicídio.
Em seguida, a aula inaugural foi iniciada com uma homenagem a oito mulheres de destaque na equiparação de direitos no País, sendo lembradas as histórias de Nísia Floresta, Berta Lutz, Mietta Santiago, Celina Guimarães Vieira, Carlota Pereira de Quirós, Patrícia Galvão- a Pagu, Laudelina de Campos Melo, Rose Marie Muraro.
O debate foi liderado pela diretora do Instituto Patrícia Galvão, que abordou a violência contra a mulher como problemática da esfera pública- não uma questão de foro íntimo. Ainda foram apontados o marco legal da Lei Maria da Penha e o ensinamento da linguagem da violência física e psicológica, em casa, como única forma de resolução de problemas. Jacira explicou que a ação das PLP’s faz total diferença nos bairros, na conversa de mulher para mulher.
Além das cem alunas, também estiveram presentes o controlador-geral do Município, Fátimo Aparecido Rodrigues; o secretário de Educação, Leandro Bassini; e o secretário-geral da OAB Suzano, Edilson Ferraz.