29/05/2015

“Incubadora Social” impulsiona microempreendedores em Suzano

“Incubadora Social” impulsiona microempreendedores em Suzano

A Escola Empreendedora teve início em 2013, com a oferta do curso de confecção, graças ao subsídio da Prefeitura de Suzano e apoio de parceiros como a Microsoft e Petrobrás

Uma iniciativa entre a Prefeitura de Suzano e a Fundação Jari está possibilitando aos moradores de regiões carentes da cidade a realização do sonho de centenas de brasileiros: o de ser dono de seu próprio negócio. Por meio do projeto Escola Empreendedora, a fundação já formou aproximadamente 300 alunos nos cursos de “confecção” e “tecnologia da informação”. Parte desses alunos foi inserida no mercado de trabalho e outros se tornaram microempresários, graças a “incubadora social”, como é o caso de Arali Ribeiro Soares, de 46 anos.

“Trabalhei em indústria na juventude, mas abandonei tudo para cuidar dos meus três filhos. Nunca imaginei voltar ao mercado e, principalmente, como empresária. É um orgulho que não cabe em mim e a vontade de crescer é maior que tudo”, conta Arali, que tem sua própria confecção na região de Palmeiras, onde atende diversos clientes, entre eles o Pão de Açúcar.

A Escola Empreendedora teve início em 2013, com a oferta do curso de confecção, graças ao subsídio da Prefeitura de Suzano e apoio de parceiros como a Microsoft e Petrobrás. É na sede da escola, localizada no bairro de Palmeiras, que os alunos aprendem na prática todos os processos da modalidade, em seis meses de curso gratuito.

Após o período de curso, o aluno pode optar pelo processo de incubação, por meio do qual é possível utilizar a estrutura da fundação para iniciar sua empresa. Nesse período os professores apresentam a rotina de uma empresa, esclarecem dúvidas do dia a dia e ajudam na abertura de caminhos para a conquista e consolidação de clientes. “O aluno sai da escola com certificação do Senai, o que já abre muitas portas. Nós auxiliamos no processo de inserção no mercado, com auxílio de parceiros e patrocinadores do projeto”, explica Humberto Braga, coordenador de projetos sociais da Fundação Jari.

É também no período de incubação em que os alunos guardam o fundo de reserva para que no futuro possa investir em sua atividade, como a compra de maquinário, móveis e matéria-prima.

“Foi dentro do processo de incubação social que conseguimos o nosso maior e mais significativo cliente, o Pão de Açúcar, para quem desenvolvemos jogos americanos até hoje. Com o fundo de reserva conseguimos comprar as máquinas de costura e alugar um imóvel para trabalhar até que a empresa pudesse dar algum lucro”, explica Arali, que trabalha em parceria com a também microempresária Amélia Akiko Kanamura. “O processo de incubação foi essencial para que a gente tivesse noção de como promover a empresa, organizar o caixa, fazer pedidos, por exemplo. Hoje temos diversos clientes e a tendência é aumentar”, reforça Amélia, de 54 anos.

Em 2014, o curso de tecnologia da informação entrou na grade. Este é desenvolvido em três módulos: curso de informática e inglês básicos, montagem e desmontagem de computadores e, por fim, uma disciplina específica de rede e segurança de rede. “O primeiro módulo é essencial para que o aluno possa acompanhar o curso e ter sucesso no futuro”, diz Braga. O curso de TI também possibilita a opção para o processo de incubação. “Alguns alunos já abriram suas próprias empresas e outros estão vivendo da prestação de serviço”, acrescenta Braga.

Atualmente estão matriculados 34 alunos no curso de TI. Já a última edição do curso de confecção foi encerrada no fim de 2014 e hoje 16 alunos estão em processo de incubação. “Já temos uma fila de espera de aproximadamente 200 alunos para a próxima edição do curso”, finaliza Braga.

 
Secretaria de Comunicação Institucional (SECOI)