A Escola Empreendedora teve início em 2013, com a oferta do curso de confecção, graças ao subsídio da Prefeitura de Suzano e apoio de parceiros como a Microsoft e Petrobrás
“Trabalhei em indústria na juventude, mas abandonei tudo para cuidar dos meus três filhos. Nunca imaginei voltar ao mercado e, principalmente, como empresária. É um orgulho que não cabe em mim e a vontade de crescer é maior que tudo”, conta Arali, que tem sua própria confecção na região de Palmeiras, onde atende diversos clientes, entre eles o Pão de Açúcar.
A Escola Empreendedora teve início em 2013, com a oferta do curso de confecção, graças ao subsídio da Prefeitura de Suzano e apoio de parceiros como a Microsoft e Petrobrás. É na sede da escola, localizada no bairro de Palmeiras, que os alunos aprendem na prática todos os processos da modalidade, em seis meses de curso gratuito.
Após o período de curso, o aluno pode optar pelo processo de incubação, por meio do qual é possível utilizar a estrutura da fundação para iniciar sua empresa. Nesse período os professores apresentam a rotina de uma empresa, esclarecem dúvidas do dia a dia e ajudam na abertura de caminhos para a conquista e consolidação de clientes. “O aluno sai da escola com certificação do Senai, o que já abre muitas portas. Nós auxiliamos no processo de inserção no mercado, com auxílio de parceiros e patrocinadores do projeto”, explica Humberto Braga, coordenador de projetos sociais da Fundação Jari.
É também no período de incubação em que os alunos guardam o fundo de reserva para que no futuro possa investir em sua atividade, como a compra de maquinário, móveis e matéria-prima.
“Foi dentro do processo de incubação social que conseguimos o nosso maior e mais significativo cliente, o Pão de Açúcar, para quem desenvolvemos jogos americanos até hoje. Com o fundo de reserva conseguimos comprar as máquinas de costura e alugar um imóvel para trabalhar até que a empresa pudesse dar algum lucro”, explica Arali, que trabalha em parceria com a também microempresária Amélia Akiko Kanamura. “O processo de incubação foi essencial para que a gente tivesse noção de como promover a empresa, organizar o caixa, fazer pedidos, por exemplo. Hoje temos diversos clientes e a tendência é aumentar”, reforça Amélia, de 54 anos.
Em 2014, o curso de tecnologia da informação entrou na grade. Este é desenvolvido em três módulos: curso de informática e inglês básicos, montagem e desmontagem de computadores e, por fim, uma disciplina específica de rede e segurança de rede. “O primeiro módulo é essencial para que o aluno possa acompanhar o curso e ter sucesso no futuro”, diz Braga. O curso de TI também possibilita a opção para o processo de incubação. “Alguns alunos já abriram suas próprias empresas e outros estão vivendo da prestação de serviço”, acrescenta Braga.
Atualmente estão matriculados 34 alunos no curso de TI. Já a última edição do curso de confecção foi encerrada no fim de 2014 e hoje 16 alunos estão em processo de incubação. “Já temos uma fila de espera de aproximadamente 200 alunos para a próxima edição do curso”, finaliza Braga.