A Secretaria de Meio Ambiente se mobilizou no final da tarde de ontem (27) para combater dois crimes ambientais no Distrito de Palmeiras. O setor de Fiscalização Ambiental flagrou desmatamento de área verde no bairro Estância Angelina e embargou um aterro de entulho, que funcionava de forma irregular no Jardim do Lago, divisa com Ribeirão Pires.
No caso do aterro, o setor foi acionado pelo Agrupamento Ambiental, da Guarda Civil Municipal de Ribeirão Pires. Eles acompanharam a movimentação de caminhões que vinham da região do ABC e chegaram até a rua Tereza Teixeira, no Jardim do Lago. No local, encontraram um aterro de aproximadamente 12 metros de altura, onde era despejado todo tipo de entulho (lixo, ferro, vigas de concreto, entre outros).
Foi solicitada a licença do terreno (de aproximadamente dois mil metros quadrados), mas o responsável pelo aterro não possuía nenhum tipo de permissão para àquela atividade, ou seja, era totalmente irregular. A Fiscalização Ambiental notificou o homem que se apresentou como responsável e monitora o aterro para que o embargo seja respeitado. Vale lembrar que qualquer atividade no local caracterizará reincidência e o dono do terreno poderá ser multado em até R$ 11 mil, dependendo dos agravantes.
A Polícia Militar (PM) Ambiental também participou da ação e apreendeu uma máquina (trator esteira). Também foi registrado Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia do Meio Ambiente de Mogi das Cruzes.
Desmatamento
Após denúncia anônima, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente, com o apoio da Polícia Civil de Palmeiras, flagrou o corte ilegal de árvores em um lote particular, de 54 mil metros quadrados, que fica na rua Geraldo Xavier, antiga rua 9, na Estância Angelina.
De acordo com a Fiscalização Ambiental, havia três caminhões carregados de toras no local e as árvores estavam sendo extraídas do perímetro (ao redor) do lote. Foi solicitada a licença de corte de árvores exóticas (no caso, pinheiros), mas eles não tinham. A Polícia também pediu a licença para utilização de motos-serra, porém, o homem que contou ser o responsável pelo equipamento não tinha o documento.
O homem da motos-serra alegou que a derrubada de árvores estava sendo feita para que a área fosse murada e posteriormente loteada. Com isso, o Departamento de Fiscalização de Posturas, da Secretaria de Assuntos Urbanos, também foi acionado para averiguar as informações.
Os policiais encaminharam todos os envolvidos (inclusive os motoristas dos caminhões) ao DP de Palmeiras para prestação de esclarecimentos. Todo o carregamento de toras foi apreendido e ficará sob custódia até a decisão judicial. Já a Fiscalização Ambiental autuou o responsável pelo corte em R$ 1.119,60, sendo passível de outras multas e compensação de danos assim que o proprietário da área for identificado.
Secretaria de Comunicação Institucional (SECOI)