Ao contrário do que foi publicado na reportagem “Ministério Público pede interdição da Santa Casa após irregularidades”, e no editorial “Santa Casa na berlinda”, do Diário de Suzano, e nas matérias “Ministério Público pede interdição de Santa Casa de Suzano”, do G1 e “Santa Casa de Suzano tem 15 dias para se defender de pedido de interdição”, da TV Diário, a direção da Santa Casa de Misericórdia de Suzano esclarece:
Não há qualquer tipo de solicitação recente, por parte do Ministério Público, para interdição de qualquer setor da Santa Casa de Misericórdia. Ao contrário do que foi informado por setores da Imprensa no final da semana passada, a unidade continua funcionando com todos os seus departamentos atendendo a população.
O caso relatado nas reportagens aconteceu no ano de 2011, em outra administração, quando o MP abriu uma ação civil pública para investigar a unidade de saúde após uma série de mortes de recém-nascidos na UTI Neonatal. Na época, o órgão solicitou a interdição não só da UTI Neonatal, mas, também, de outros setores relacionados (ginecologia, pediatria, obstetrícia), para a realização de adequações.
O Tribunal de Justiça, na época, entendeu que a paralisação temporária dos serviços da UTI Neonatal para reformas era essencial, e, portanto, concedeu tutela antecipada, determinando essas obras, após, inclusive, de uma inspeção da Vigilância Sanitária do Estado. Realizadas as adequações solicitadas, a UTI voltou a funcionar e, os outros setores citados também receberam melhorias.
Esse processo ficou parado até o presente ano, quando foi intimada uma das empresas terceirizadas que prestavam serviços para a Santa Casa na época dos acontecimentos, chamada Santa Lúcia, para prestar esclarecimentos à Justiça.
Os veículos de comunicação erraram ao publicar as reportagens sem ter conhecimento jurídico sobre o caso e os trâmites judiciais do mesmo. Ao publicarem as informações, sem ter um posicionamento oficial do Ministério Público, da Justiça e do departamento jurídico da Santa Casa de Suzano também induziram o seu leitor ao erro e criaram uma situação de “temor” e de “caos” na cidade, já que noticiaram a possibilidade da interdição de uma das principais unidades de saúde do município, mesmo não tendo documentos que comprovassem a situação.
Os erros cometidos neste caso provocaram danos ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela Santa Casa de Suzano desde janeiro, quando a nova intervenção assumiu as atividades na unidade de saúde. Reforçando que não existe nenhuma nova iniciativa do MP, nos últimos seis meses, contra a unidade.