23/07/2026

Educação retoma aulas com cardápio específico para alunos com restrição alimentar

Educação retoma aulas com cardápio específico para alunos com restrição alimentar

Oferta de refeições leva em consideração patologias identificadas e contempla a exclusão ou inclusão de alimentos ou adaptações na consistência e textura

A Secretaria Municipal de Educação retomou na última segunda-feira (20/07) as aulas do 2º semestre letivo mantendo o cuidado com a alimentação, que é proporcionada aos alunos matriculados na rede municipal. Conforme já tem ocorrido, seguirá sendo oferecido um cardápio específico para aqueles que têm restrição alimentar, preservando a saúde e o bem-estar dos estudantes.

Com isso, o preparo das refeições continua considerando as alergias alimentares (leite, ovo, corantes e conservantes, trigo, carne suína, peixe etc.), intolerância a lactose e ao glúten, diabetes, refluxo gastroesofágico, obesidade, paralisia cerebral, disfagia (dificuldade de engolir), atraso no desenvolvimento psicomotor, dislipidemia (alteração dos níveis de gordura no sangue), autismo e seletividade alimentar, além de vegetarianismo e restrição religiosa a carne suína.

Para que o objetivo possa ser alcançado, os cardápios promoverão exclusão ou inclusão de alimentos ou adaptações na consistência e textura dos alimentos. Assim, se a criança apresentar alguma alergia, como por exemplo ao leite, será incluída bebida de soja para maiores de um ano de idade e biscoito sem leite; ou fórmula infantil à base de soja se o aluno é menor de um ano, excluindo preparações com leite.

Se a criança for intolerante à lactose, o leite será substituído por leite sem lactose e biscoito sem leite. Já quando o estudante for alérgico a ovo, será preparado outro tipo de proteína, como frango, peixe, carne bovina ou suína, sendo enviado o macarrão sem ovos.

Segundo dados do primeiro semestre deste ano, a pasta contou com 329 dietas especiais que foram servidas a estudantes com algum tipo de restrição ou intolerância alimentar. Com relação às refeições em geral, a Educação produziu, nos primeiros seis meses do ano, mais de 8 milhões de refeições.

Vale destacar que os pratos são preparados pelas cozinheiras da pasta com base nos cardápios definidos pelas nutricionistas, levando em consideração os requisitos e os nutrientes para cada faixa etária e segmento, como creche, pré-escola e ensino fundamental. Além disso, também são seguidos os parâmetros oficiais estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Ministério da Educação.

Na parte operacional, também há equipes de manutenção disponíveis para atender as cozinhas das escolas em caso de necessidade. Cerca de 70% das hortaliças e dos legumes adquiridos para o preparo vêm da agricultura familiar, que passam por verificação de qualidade antes de serem distribuídos para as escolas.

A secretária Renata Priscila Magalhães afirmou que o cuidado com alimentação nas escolas mostra a responsabilidade que a prefeitura tem para com os alunos da rede municipal. “Adotamos os procedimentos que devem ser cumpridos para que possamos oferecer as refeições adequadas para os nossos estudantes, pois sabemos o quanto isso faz a diferença na vida deles”, declarou a chefe da pasta.