Atividade contou com distribuição de apitos e informativos e integra programação do Mês da Lei Maria da Penha
Suzano recebeu na tarde desta quinta-feira (29/0) mais uma edição do “Ato de Combate à Violência Sexual nos Transportes Públicos”, promovido pelo Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe). O encontro, idealizado pela Associação das Advogadas, Estagiárias e Acadêmicas de Direito de São Paulo (ASAS), reuniu cerca de 20 voluntários nas imediações da estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e levou informação a centenas de pessoas. A campanha teve o apoio das integrantes do curso de Promotoras Legais Populares e da Patrulha Maria da Penha, projeto da Guarda Civil Municipal (GCM).
Além de informativos, a ação também distribui a escala de violência – “Violentômetro” – e apitos para a execução do apitaço intitulado “Não hesite, apite!”, com o objetivo de fortalecer a garantia da integridade, dignidade e liberdade das mulheres no transporte público. A coordenadora do curso Promotoras Legais Populares e representante da ASAS, Sandra Lopes Nogueira, explicou que este é um instrumento de denúncia, conforme atos replicados na Europa. Ela disse que a violência contra a mulher no transporte público, em casa ou em qualquer outro lugar deve ser denunciada, sendo que o apito é uma ferramenta de proteção às mulheres, intimidando agressores.
A campanha “Chega de fiu-fiu”, encabeçada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo e pela ONG Think Olga, também foi abordada durante a ação de combate ao assédio sexual. A atividade encerrou a programação do mês de agosto em alusão aos 13 anos da Lei Maria da Penha e suas conquistas. O calendário contou com encontros abertos semanais sobre os principais temas que circundam a legislação.
Para a dirigente do Saspe, a primeira-dama Larissa Ashiuchi, o ato de encerramento deixa um legado importante sobre a luta diária no combate à violência contra a mulher. Ela destacou que os encontros deste mês e a atividade de conscientização na rua visam estimular uma mudança cultural necessária na nossa sociedade, além de encorajar vítimas, familiares, amigos e os próprios passageiros do transporte público a denunciarem os casos presenciados.