01/09/2022

Casarão da Memória recebe quadro histórico após processo de restauro

Casarão da Memória recebe quadro histórico após processo de restauro

Em oito dias, equipe voluntária realizou processos de faceamento, sutura de rasgo, limpeza do verso e nivelamento pictórico na tela

O Casarão da Memória Antônio Marques Figueira, ligado à Secretaria Municipal de Cultura, recebeu um importante marco para a preservação da história de Suzano. Isso porque, após oito dias de processos intensos de restauro, um quadro histórico, pintado pelo empresário italiano Carlos Molteni em 1949, retornou à apreciação do público nesta quinta-feira (01/09).

A obra apresentava algumas camadas de pó que alteravam a cor original, além de um trecho rasgado em formato de “F” nas fibras da tela. De forma voluntária, os técnicos da empresa “N3 Arte e Restauro” realizaram processos de faceamento, sutura do rasgo e limpeza do verso, além do procedimento de nivelamento pictórico na tela.

Segundo o restaurador Felipe Lanzas, todos os processos aconteceram dentro do cronograma previsto pela equipe. “Foi um grande desafio. Mesmo a equipe sabendo os procedimentos corretos a serem tomados na hora do restauro, cada caso é único. A tela estava bastante frágil, o que fez o cuidado ser redobrado em todos os processos”, pontuou. Após o intenso processo, o quadro retornou ao espaço público, garantindo mais esse registro da história de Suzano.

Inspirada na via pública onde ficava a sua empresa, a obra de arte retrata a paisagem do caminho para o rio Tietê, onde hoje está localizada a avenida Vereador João Batista Fitipaldi, próximo à “subida” do bairro do Sesc, que hoje é a avenida Katsutoshi Naito.

Posicionado na sala “Imigrantes” do museu, que conta um pouco da história dos povos que ajudaram a trazer o progresso à cidade de Suzano, a peça fica alojada ao lado da cadeira que também pertenceu ao empresário europeu, datada na década de 1940. O suporte para o quadro também é bastante significativo para a cidade, uma vez que o cavalete pertenceu a Ada Bizi Hadi, a 1ª Rainha do Morango de Suzano, que era pintora e usou o equipamento durante a produção de suas obras.

De acordo com a diretora de Patrimônio Cultural de Suzano, Rita Paiva, pensando na preservação das peças, todo o Casarão foi projetado para garantir a preservação das peças, com luzes adaptadas, análise da umidade e vento. “Esse foi mais um passo para a preservação da história da cidade, garantindo memórias para as próximas gerações. O nosso Casarão é feito de fragmentos de diferentes histórias e pessoas que ajudaram a tornar a Suzano de ontem, a que conhecemos hoje. Uma cidade que pensa em preservar o passado, cuida também do seu futuro”, explicou.

Ainda segundo a diretora, todos os munícipes que tiverem itens históricos, que se confundem com as raízes da cidade, podem realizar a doação dessas peças ao acervo do local, ampliando a coleção para apreciação pública. “Às vezes temos grandes tesouros da memória da cidade guardados em casa e não temos como manter. Seja um móvel, uma foto ou um objeto. Todos esses fragmentos que contam a história de Suzano são importantes para nós. Caso tenha algum item que considere histórico, ele será bem-vindo em nosso espaço”, completou.

O Casarão da Memória é um espaço de cultura, arte e entretenimento gratuito, localizado na rua Campos Salles, 547, na área central. Para marcar uma visita guiada, basta agendar pelo telefone (11) 4748-6949 ou presencialmente, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas. O local permanece aberto até as 17 horas.