O município de Suzano poderá ser representado por uma atleta da cidade nas Paralimpíadas de 2016. Miriam Therezinha Hatano, que recentemente conquistou o título de Campeã Paulista e Brasileira de Paratriathlon, busca índices no ranking internacional rumo ao Rio de Janeiro. Para isso, Mirim possui alguns desafios a serem cumpridos na categoria TRI4.
O primeiro deles será o Circuito Nacional, disputado em etapas em vários estados do Brasil. Além desse, a atleta disputará o Panamericano, em Dalllas, nos Estados Unidos, e as seletivas brasileiras. Todos os torneios serão fundamentais para a contagem da pontuação final, que dará direito a uma vaga nas Paralimpíadas do Rio.
Paratriatleta, como gosta de ser chamada, Miriam Hatano é deficiente física e não possui um dos braços. É uma atleta da família Miranda, tradicionalmente conhecida pelos trabalhos de olaria na Fazenda Viaduto. Moradora a mais de 40 anos do bairro Jardim Gardênia e filha de Waldomiro Dias Tavares (in memorian), primeiros moradores do bairro, lutou pelo desenvolvimento local. Bastante conhecida por seus trabalhos sociais locais e pelo reconhecimento dos demais atletas da cidade, inclusive de seu professor Francisco Netto, Mirim acredita na classificação.
“Aos 34 anos comecei a sentir muitas dores no braço direito procurei um ortopedista. Comecei a fazer tratamento para coluna e esse tratamento teve uma duração de um ano e meio, porém conforme ia passando o tempo as dores aumentavam. Eu não tinha problema na coluna, só consegui descobrir o problema pela minha insistência de ser feita uma ressonância . Só através desse procedimento que realmente foi diagnosticado que se tratava de um tumor ósseo grau dois”, disse.
“Meu caso era um dos mais raros na minha faixa etária e só consegui a cirurgia em 2006. Em 2008, tive que amputar a clavícula e a escapula. Graças a Deus superei aquele momento e a partir dali percebi que eu não me resumia a um braço. Eu era muito mais que isso. Minha adaptação foi muito rápida. Depois de um certo tempo já não tinha mais dores tão fortes e em março de 2011 voltei a pratica de atividades físicas, musculação e no mesmo mês comecei a correr com incentivo de um amigo e professor Chico Neto, atleta do triathlon”, lembrou Miriam.
No início de uma “nova vida”, Miriam adquiriu o hábito de caminhar e pedalar. Em 2011 participou da primeira prova de Duathlon, em São Bernado. Foram 5 km de corrida, mais 20 km de ciclismo e outros 2,5 km de corrida. Após isso, começou a fazer aulas de natação e aos poucos aumentou o ritmo de treinos e hoje é referência no paratriathlon no Brasil. “Para meu tipo de deficiência, tenho que investir em equipamentos e também preciso de roupas adequadas para natação. A dificuldade maior não é só olhar o número p,m ou g, tenho que encomendar devido a minha deficiência e tudo isso fica muito mais caro do que o normal”, disse.
Atualmente com nítidas chances de levar o nome de Suzano para o mundo, Miriam comemora o apoio cedido pela Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria de Esportes, Recreação e Lazer. “Tenho que agradecer muito o apoio da Secretaria, que não mede esforços para incentivar não só eu, mas qualquer atleta da cidade. Hoje contamos com uma estrutura montada no Parque Max Feffer que dá condições para os treinos, mesmo assim precisamos de patrocínio. Tenho certeza de que esses resultados renderão frutos em um futuro bem próximo”, almejou Miriam.
A Associação de Paratriathlon de Suzano também contará com o auxílio do treinador da Seleção Brasileira, Hilton Lopes. O professor virá treinar a equipe suzanense, visando as Paralimpíadas de 2016. “Estamos muito confiantes com os resultados que virão daqui para frente. Espero continuar trabalhando em conjunto com a Secretaria de Esportes e alcançar meus objetivos, com a ajuda de todos”, finalizou.
Secretaria de Comunicação Institucional (SECOI)