“Perdi justamente para uma atleta da Argentina, no individual”, brinca Marlene, lembrando da rivalidade história entre brasileiros e argentinos. “Perder faz parte do jogo, mas valeu à pena. Foi mais uma aventura e um grande aprendizado”, acrescenta a atleta.
Marlene não encontrou atletas de sua faixa etária no torneio, por isso competiu ao lado de mesatenistas com idade a partir de 55 anos. “Foi uma escolha. Eu apostei nesse desafio, sabendo das dificuldades e não me arrependo. A experiência vale tudo”, diz a mesatenista, afirmando que já “está de olho” em uma nova competição internacional. A atleta planeja disputar o Torneio Latino Americano de Tênis de Mesa, que será realizado em novembro, no Peru.
Aos 75 anos, Marlene é um exemplo de vida. Com muita vitalidade, ela dá aulas de tênis de mesa para crianças e adultos na cidade e viaja pelo mundo em competições. Já esteve em pelo menos 20 países representando o país em campeonatos de tênis de mesa.
Na última edição do World Veterans Table Tennis Champonship, realizado na Nova Zelândia, em 2014, garantiu a medalha de prata. Em 2012, na edição realizada na Suécia, foi ouro. A atleta também acumula bons resultados nos jogos olímpicos do World Master Game, realizados a cada quatro anos. Em 2009, Marlene foi bronze na categoria individual, na Austrália. Já em 2013, no Canadá, ela conquistou o ouro na categoria individual e bronze em equipe.