A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria de Cultura, realizará hoje (4), às 19 horas, a primeira leitura dramática da peça infantil “Pluf, o fantasminha”, de Maria Clara Machado, no Anfiteatro Orlando Digenova do Centro Cultural “Francisco Carlos Moriconi” (rua Benjamin Constant, 682). A peça será encenada por um grupo de oito aprendizes que iniciam um trabalho nas Oficinas de Teatro para montagem de peças infantis, adaptadas da literatura brasileira. Cada um desenvolverá seu personagem.
Segundo a coordenadora de teatro, Kátia Bodê, os integrantes do grupo, com idade de 14 a 54 anos de idade, já receberam o texto para estudo preliminar.
A peça tem como objetivo levar teatro às crianças, primeiramente, para os alunos da rede de ensino fundamental da cidade.
No final de outubro e início de novembro do ano passado foram selecionados 30 aprendizes das Oficinas de Teatro, Dança e Música. Os demais selecionados, 22 aprendizes, formam outro grupo empenhado na montagem de um musical. O espetáculo “Pluft, o fantasminha” estará pronto para o palco do Teatro Municipal Dr. Armando do de Ré, no início do segundo semestre.
Pluft, o fantasminha
A peça conta a história do rapto de uma menina (Maribel) pelo malvado pirata Perna-de-Pau. Escondida no sótão de uma velha casa, ela conhece uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft, um fantasminha que tem medo de seres humanos. Foi encenada pela primeira vez pelo Tablado no Rio de Janeiro, em setembro de 1955, com direção da própria autora, e recebeu o prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Em 1961 a peça foi transformada em filme, por Romain Lesage. Em 1975 foi uma minissérie de TV produzida pela Rede Globo em parceria com a TV Educativa.
A autora
Maria Clara Machado foi uma escritora e dramaturga brasileira, autora de famosas peças infantis. Fundadora do Tablado, escola de teatro do Rio de Janeiro, sua primeira grande peça, “O boi e o burro a caminho de Belém”, de 1953, era um auto de Natal que rendeu ótimas críticas. Escreveu mais de 25 peças, entre as quais “O cavalinho azul”, “A bruxinha que era boa” e “A menina e o vento”. Sua última peça foi escrita em 2000, “Jonas e a baleia”, na qual Maria Clara reconta esse episódio bíblico em parceria com Cacá Mourthé. Faleceu aos oitenta anos em razão do linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema imunológico.
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