Os 30 alunos da turma do curso intermediário de Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe) participaram na manhã de sexta-feira (16), de uma palestra sobre “surdocegueira” realizada pela Secretaria de Educação, no anfiteatro da Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano.
Segundo a professora do curso, Ariane Polizel, o objetivo da ação é divulgar e informar a população sobre a importância de estimular o aprendizado para pessoas com necessidades especiais. “Inicialmente, realizávamos palestras motivacionais apenas para a equipe de funcionários municipais que já trabalham com a educação especial”, contou. “O Saspe se tornou um grande parceiro, e é referência na região como escola de formação. Através dessa união, conseguimos aproximar a população da comunidade surda e ensinar sobre inclusão no social e a valorização da pessoa humana”, finalizou.
O palestrante convidado, Carlos Alberto Santana Júnior, é surdocego, e contou com ajuda de seu interprete Hélio Fonseca durante a apresentação. Carlos falou de sua trajetória de vida e superação. Ele nasceu surdo e ficou cego aos 14 anos de idade. No início, ele conta que foi difícil aceitar a nova realidade. Mas com a ajuda de familiares e amigos, conseguiu superar os diversos obstáculos. A surdocegueira é a incapacidade total ou parcial de audição e visão, que acontece simultaneamente.
O interprete Hélio Fonseca explicou que existem diferentes linguagens de sinais para cada caso. “Essas iniciativas são extremamente importantes para conscientizar a população e informar que apesar das dificuldades sempre há uma possibilidade de adaptação”, comentou. A carga horária da palestra foi de 4 horas, e não gerou custos para a administração. Todos os participantes receberam certificação.