Objetivo foi aumentar neste mês a busca ativa por casos suspeitos em unidades da rede municipal de saúde de Suzano
A Secretaria de Saúde de Suzano encerra nesta quinta-feira (31/01) a ação especial que vem desenvolvendo desde o começo do mês de orientação e conscientização sobre o tratamento da hanseníase na rede municipal. O objetivo é aumentar a busca ativa por casos suspeitos. Em 2018, oito pessoas foram diagnosticadas com a doença na cidade. A iniciativa é uma referência ao Janeiro Roxo e também ao Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, celebrado no último domingo (27/01).
A ação foi realizada ao longo do mês em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), no Ambulatório de Especialidades Dr. Joracy Cruz, no Pronto-Socorro Municipal e no Pronto Atendimento de Palmeiras. No último domingo, inclusive, houve um Dia D sobre o assunto. Além de cartazes educativos afixados nos equipamentos públicos alertando sobre os sintomas da doença e informando a respeito de como tratá-la, os profissionais receberam a orientação de abordar o assunto com os pacientes que buscavam atendimentos diversos neste período.
As atividades de conscientização acontecem em dois períodos no ano: em janeiro, em celebração ao Dia Nacional de Combate à Hanseníase, que sempre ocorre no último domingo deste mês, e entre agosto e outubro, quando palestras educativas são realizadas nas escolas da rede municipal.
O secretário de Saúde de Suzano, Luís Cláudio Rocha Guillaumon, informou que os trabalhadores da pasta também passam por oficinas especializadas sobre o tema.
A hanseníase, também conhecida como “lepra”, é caracterizada por manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele sem qualquer tipo de sensibilidade. O tratamento pode ser realizado em casa e com medicamentos cedidos gratuitamente pelo governo do Estado e não há nenhum tipo de mudança drástica no cotidiano dos pacientes.
O Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase foi instituído em 2009, com o objetivo de reduzir a incidência de casos da doença no País, que chegam a 30 mil ao ano – o Brasil é o segundo maior em quantidade pessoas afetadas no mundo, perdendo apenas para a Índia. Em 2018, foram registrados oito casos de hanseníase em Suzano. Todos os pacientes estão em tratamento no Ambulatório de Especialidades Dr. Joracy Cruz.