30/06/2016

Suzanenses revelam a emoção de conduzir a tocha olímpica

Suzanenses revelam a emoção de conduzir a tocha olímpica

A tocha olímpica estará em Suzano no próximo dia 26 de julho. Nesta data, 29 pessoas conduzirão a chama pelas ruas da cidade. Deste total, há seis suzanenses que foram escolhidos para fazer parte deste evento que entrará para a história do município. Por questões de segurança, ainda há nomes que não foram divulgados pela organização dos Jogos Rio 2016. Na semana que vem, acontecerá a apresentação da atleta símbolo do Comitê de Recepção da Tocha Olímpica de Suzano. 

O mais novo dos revezadores da tocha em Suzano é o atleta Flávio Augusto Marques. Ele tem 14 anos e é vice-campeão sul-americano de Taekwondo. O jovem foi escolhido pela prefeitura para representar a cidade. “Quando meu irmão me disse, eu achei que fosse brincadeira. Não podia acreditar que eu havia sido realmente escolhido”, disse. “Eu fiquei sem palavras”, revelou. Flávio treina 12 horas por semana e está acostumado a disputar campeonatos por vários países. Mesmo assim, confessa que ficará “nervoso” no dia 26 de julho. “Eu vou ficar muito nervoso, mas vou me focar para conduzir a tocha direito”, falou.

O segundo mais novo é o estudante Helder Carmassi Ribeiro, de 17 anos. Morador do Jardim Suzanópolis, vai participar do revezamento da tocha olímpica pela Coca-Cola. “Eu vi a propaganda na TV e fiz a inscrição no site. Meses depois eu recebi uma mensagem que eu tinha sido selecionado”, contou. “Um orgulho tão grande para mim representar a cidade”, falou.

Também representando o Esporte, a lutadora de sumô Luciana Montgomery Watanabe, de 31 anos, fará parte do revezamento da tocha olímpica através da Coca-Cola. Ela se inscreveu no site da empresa e foi selecionada. “Eu fiz o cadastro, mas não achei que ia dar certo”, comentou. “Eu quero aproveitar cada segundo do dia 26 de julho”, disse. Ela é vice-campeã mundial e coleciona o título de campeã brasileira por 13 vezes.

Com o apelido “Espingarda” o funcionário público Anselmo da Silva de Melo, de 41 anos, é corredor de provas de montanha e já participou de ultramaratonas de 75 quilômetros. No entanto, os poucos mais de 200 metros em que conduzirá a tocha olímpica de Suzano será a distância mais celebrada em meio de tantas medalhas. “Eu vou chorar muito. Não sei se vou correr, se vou andar. Só sei que vou chorar”, revelou. Ele foi indicado pela prefeitura para integrar a equipe de revezadores na cidade.

Com seu sorriso fácil e bom humor, o atleta Nelson Takeshi Ueno, de 52 anos, escolhido pela administração municipal para participar do evento, conta que seu nome foi decidido porque estava “na hora e lugar certo”. “Minha esposa e eu fazemos parte de um grupo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Um dia surgiu o assunto da tocha olímpica em Suzano, em uma reunião deste grupo, e ela disse que eu gostaria de participar”, explicou. “Quando me perguntam o motivo de eu ter sido escolhido, eu digo: ‘eu nasci para carregar a tocha’”, brinca. Ele é mestre em Kendô, faz natação, pratica atletismo e joga tênis de mesa.

Exemplo
Aos 65 anos, a cozinheira escolar Ivaneide Telis de Queiroz é um exemplo de vida. Trabalha todos os dias até às 16h30 e vai direto à academia. Ela participa de corridas de cinco quilômetros. “Comecei a correr e gostei. Agora não quero parar mais”, disse. Há oito anos, ela caminha 150 quilômetros, em quatro dias, para ir até Aparecida do Norte. Além disso, ela é muito querida por todos da escola onde trabalha, na Cidade Edson. A soma de tudo isso resultou na indicação dela para o revezamento da tocha olímpica em Suzano. “Quem me inscreveu foi a minha diretora, Andréa Renzi. Eu não sabia. Fiquei muito feliz ao saber que os meus colegas de trabalho acham que sou merecedora desta honra”, argumentou. “Depois dos nascimentos dos meus filhos, conduzir a tocha olímpica será a maior emoção da minha vida. É a realização de um sonho, mas um sonho que eu nunca sonhei”, finalizou emocionada.

Paulistas e ferrazenses

Além dos suzanenses, a tocha olímpica também será conduzida por moradores de São Paulo e Ferraz de Vasconcelos.

O professor de Educação Física, Adalberto de Oliveira Barbosa, de 59 anos, é morador de São Paulo e estará em Suzano no dia 26 de julho para este grande evento que terá repercussão nacional e internacional. Quem fez a inscrição dele no site do Bradesco foi a sua filha. “Um sonho se realizando. Com certeza estarei representando minha família, professores que trabalham comigo há anos, alunos e ex-alunos que passaram na minha vida profissional e o mais importante: agradecendo a Deus por esse momento”, disse.

Também escolhido pelo Bradesco, o bancário Flávio de Souza Ali, de 35 anos, que mora em São Paulo, não esconde a emoção de participar deste evento, em Suzano. “É uma oportunidade única. Não vejo a hora, é uma honra para mim”, falou.

O gerente geral de compras, Luiz Antônio Torres, de 53 anos, explicou que foi escolhido pela Coca-Cola. “Aguardo com ansiedade essa data histórica. É também muita responsabilidade conduzir a tocha em Suzano, cidade que visito constantemente por ser uma extensão da Capital e também porque minha esposa ter vários parentes. Me sinto orgulhoso de poder ser o condutor da tocha em uma cidade tão especial”, comentou.

Ainda pela Coca-Cola, o administrador de empresas, Philippe de Grivel, de 48 anos, morador de São Paulo, espera “ser um pequeno elo na cadeia humana gigante que leva o símbolo da chama para o Rio de Janeiro demonstrando alegria e energia positiva”.

Ferraz
Em Suzano, também haverá ferrazenses nesta grande festa dos Jogos Rio 2016. O estudante Leonardo Reis Melo, de 16 anos, foi também escolhido pela Coca-Cola. Este morador de Ferraz de Vasconcelos disse que “está super feliz com a confirmação do nome dele”. “Minha expectativa para o dia 26 de julho é enorme e gratificante. Ter a honra de carregar a tocha em Suzano, pertinho da minha casa, com a minha família e amigos ao redor é algo inexplicável”, revelou.

Uma demonstração de amor e caridade. É o que o jornalista Eduardo Moreira Sena, de 33 anos, resume sobre a condução da tocha olímpica. Ele é ainda educador, brincante e folclorista – como faz questão de frisar. Após sofrer de depressão em 2013, Sena recorreu a ações voluntárias de contações de histórias para conseguir estímulo na luta contra a doença. “Para mim é a chance de demonstrar, nesse ato de tamanha grandeza e simbolismo, que somos sim, capazes de contribuir para a construção de uma cultura mundial de paz”, opinou. “Conduzir a tocha olímpica é celebrar o mundo, é celebrar a vida”, falou.