29/05/2013

Atendimentos na atenção básica aumentam 20%, aponta Secretaria de Saúde

As consultas em saúde básica aumentaram 20%, comparando os números do 3º quadrimestre de 2012 com os quatro primeiros meses de 2013. As informações foram concedidas hoje (29) pela Secretaria de Saúde, durante prestação de contas do primeiro quadrimestre deste ano, realizada na Câmara.

Para que isso acontecesse, mesmo com recursos insuficientes, foi necessária a realização de um “choque de gestão”, que é uma readequação administrativa para atender maior número de pessoas, reduzindo a fila de espera.

Além de ter que trabalhar com o orçamento inadequado deixado pela gestão anterior, há uma grande dificuldade de contratar médicos para trabalhar em Suzano devido à defasagem de seus salários.

Novidades
Em Suzano, agora tem o Ambulatório de Gestação de Alto Risco, para que as grávidas da cidade possam ser cuidadas no próprio município, sem a necessidade de um grande deslocamento. Antes os casos eram encaminhados para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos. O município já está cuidando de 44 grávidas, 22 captadas em março e outras 22, em abril.

A cidade agora também tem o Ambulatório de Cirurgia Geral, que realizou 12 cirurgias de pouca complexidade no próprio sistema municipal só no mês de abril, e o Ambulatório de Pequenas Cirurgias, que faz procedimentos simples (que não necessitam de anestesia geral). Foram 16 procedimentos em fevereiro, 71 em março e 48 em abril.

A partir do segundo semestre, nove Unidades Básicas de Saúde (UBS) irão passar por reformas. São elas: Miguel Badra, Casa Branca, Parque Maria Helena, Monte Cristo, Jardim Natal, Jardim Colorado, Jardim Vitória, Vila Fátima e Jardim São José. Outras cinco serão construídas, no entanto ainda dependem de verbas provenientes do governo federal: Monte Cristo, Jardim Revista, Fazenda Viaduto, Jardim Brasil e Jardim Suzanópolis.

Números
De acordo com a apresentação feita na Câmara, o total de receitas da Secretaria de Saúde no primeiro quadrimestre de 2013 foi de pouco mais R$ 42 milhões. Desse montante, R$ 28,9 milhões são verbas municipais. A prefeitura, nos primeiros quatro meses, aplicou 23% de seu orçamento na saúde, mais do que os 15% exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A maior parte das despesas foi com serviços terceirizados (46% – R$ 13,2 milhões) e folha de pagamento de funcionários (39% – R$ 11,2 milhões).

Houve aumento substancial no atendimento a diversas áreas, comparando o 3º quadrimestre do ano passado com os primeiros quatro meses de 2013. Na captação de pacientes, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) passaram de 824 para 2110 pessoas. Em casos de acompanhamento de pacientes com o vírus da Aids, a Secretaria de Saúde aumentou de 295 para 1.201 pessoas monitoradas. No tratamento da tuberculose, a pasta tinha 27 pacientes em tratamento, mas aumentou para 170. E com relação à dengue, a Secretaria passou de 4,3 mil procedimentos de todos os tipos (visitas, notificações, combate, entre outros.) para 7,6 mil.

Medicamentos
Com relação à falta de medicamentos reportada em alguns postos de saúde, a garantia é de que nesta próxima segunda-feira (3) 60% do estoque estará normalizado.

Secretaria de Comunicação Institucional (SECOI)