13/04/2026

Alunos desenvolvem projeto que estimula cidadania com eleição simulada

Alunos desenvolvem projeto que estimula cidadania com eleição simulada

Iniciativa ‘A Floresta das Boas Escolhas’, da EM Samira Antoun Bou Assi, mobilizou toda a unidade e apresentou conceitos sobre democracia aos estudantes

Alunos do 4º ano A e B da Escola Municipal Samira Antoun Bou Assi, localizada no bairro Chácaras Nova Suzano, concluíram na última sexta-feira (10/04) uma iniciativa pedagógica que uniu aprendizado, cidadania e participação democrática. Intitulado “A Floresta das Boas Escolhas”, o projeto promoveu uma eleição fictícia envolvendo animais e mobilizou toda a comunidade escolar, incluindo crianças, professores e funcionários, que participaram da votação que consagrou a candidata Catarina, do “Partido da Floresta”, como “presidente da floresta”, com 16,8% dos votos (31).

A proposta, que contou com 11 candidatos fictícios, foi conduzida pela professora Danielle Evangelista Lima e teve como objetivo desenvolver nos estudantes a compreensão sobre convivência social, cidadania, escolhas coletivas e noções básicas do sistema político brasileiro. O trabalho foi desenvolvido ao longo de três semanas, período em que os alunos participaram de atividades que abordaram desde a leitura de uma história fictícia até a simulação de uma campanha eleitoral completa.

O projeto começou com a leitura da história “A Floresta das Boas Escolhas”, que apresenta uma floresta com diversos problemas, como poluição do rio, derrubada de árvores e conflitos entre os animais. Diante da situação, os personagens decidem escolher um líder para ajudar a melhorar a convivência. A partir dessa narrativa, os alunos passaram a refletir sobre convivência social, respeito às diferenças e a importância das escolhas coletivas.

Na sequência, os estudantes aprenderam conceitos básicos de política e cidadania, incluindo o funcionamento das eleições, o direito ao voto, o papel dos líderes e a divisão dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. Também foram trabalhados conteúdos como mapa do Brasil, regiões, estados e noções básicas sobre a Constituição Federal, promovendo um aprendizado interdisciplinar.

Durante a etapa de campanha eleitoral, os alunos foram divididos em grupos e criaram partidos fictícios, escolheram animais candidatos, definiram nomes, slogans, cores e propostas de governo. Além disso, produziram cartazes e santinhos, realizaram apresentações e divulgaram suas campanhas pela escola, estimulando a criatividade, o trabalho em equipe e a argumentação.

A professora Danielle Evangelista Lima destacou que a proposta buscou aproximar os estudantes do conceito de cidadania desde cedo. “A ideia é mostrar para eles que política não é coisa de adulto, é de criança também, porque as escolhas deles vão impactar na vida das crianças. Ao longo do projeto, eles aprenderam sobre respeito, diálogo, cooperação e a importância de pensar no coletivo. Trabalhamos a Língua Portuguesa com a produção dos cartazes e textos, Matemática com os números dos candidatos e organização da votação, Ciências com os animais e a floresta, além de desenvolver habilidades de comunicação com as apresentações”, afirmou.

Para tornar a experiência ainda mais realista, um secretário da unidade escolar, formado em Tecnologia da Informação, desenvolveu um sistema semelhante à urna eletrônica utilizada nas eleições brasileiras. A ferramenta foi personalizada com imagens dos animais, efeitos sonoros e interface adaptada para os estudantes. Os alunos também receberam títulos de eleitor fictícios e a votação contou com a atuação de mesários, simulando o processo eleitoral oficial.

A secretária municipal de Educação, Renata Priscila Magalhães, destacou a importância de projetos que promovem o aprendizado de forma prática e significativa. “Iniciativas como essa fortalecem a formação cidadã dos alunos e mostram que a escola é um espaço de construção de valores. Ao aprenderem sobre democracia, respeito e escolhas coletivas, eles desenvolvem senso crítico e se tornam mais preparados para a convivência em sociedade”, afirmou.