DAEE fechou o primeiro balanço trimestral das atividades, iniciado em dezembro do ano passado, em três trechos contemplados de Suzano
A Secretaria Municipal de Manutenção e Serviços Urbanos recebeu do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo o primeiro balanço de atividades referente aos serviços de desassoreamento que estão sendo realizados na parte do rio Tietê que corta Suzano. Entre 19 de dezembro do ano passado, quando as disciplinas foram iniciadas, até 31 de março deste ano, o volume de resíduos retirados nos três trechos contemplados alcançou 32.244 metros cúbicos (m³). Até meados de 2026, as ações deverão retirar um total de 945 mil m³.
O Lote 1 compreende o trecho situado entre o córrego Três Pontes até o limite com Itaquaquecetuba e Poá, de 16 milhas, onde foram retirados 11.851 m³ de resíduos de um total de 350 mil m³ projetados para 30 meses. No Lote 2, que abrange o trecho de 14,9 quilômetros entre Itaquaquecetuba e a foz do Ribeirão Taiaçupeba-Mirim, em Suzano, houve uma retirada de 10.760 m³ de resíduos, de um total de 315 mil m³ estimados até 2026. Já no Lote 3 , que fica entre o Ribeirão Taiaçupeba-Mirim e a foz do Córrego Ipiranga, em Mogi das Cruzes, ocupando 13,3 quilômetros, foi fornecida a retirada de 9.633 m³ de resíduos, de um total previsto de 280 mil m³.
Entre os equipamentos que estão sendo usados para as disciplinas, o DAEE esclareceu que está contando com apoio de uma barcaça, neste momento localizado na altura do bairro Cidade Miguel Badra, num trecho com plantas aquáticas chamadas de macrófitas. O equipamento embarcado está retirando sedimentos do fundo do rio, carregando na barcaça e posteriormente descarregando na margem, de onde são levados para o destino final. Paralelamente está sendo feita a montagem de um segundo conjunto, que entrou em testes nos últimos dias, com previsão de operação a partir da semana que vem.
O secretário Samuel Oliveira apontou que os serviços no Tietê melhorarão ajudando sua capacidade de suportar o volume de água provocado pela ocorrência de chuvas fortes.
Outros rios
A Prefeitura de Suzano também está realizando tratamentos junto ao DAEE para viabilizar, por meio do programa “Rios Vivos”, serviços relacionados à limpeza de outros corpos d’água. Em 5 de março, técnicos da autarquia estadual designaram na cidade para vistoriar trechos dos rios Jaguari e Guaió para entender de que forma poderiam ser rupturas ações, além do Rio Taiaçupeba, para o que também foram solicitadas intervenções.
Na oportunidade, o DAEE informou que a administração municipal poderia realizar as demandas para um trecho de aproximadamente três milhas, somados os serviços nos rios citados. Por isso, foi discutida a possibilidade de garantir ações em aproximadamente uma milha de cada rio.
No Jaguari, a proposta é garantir o desassoreamento ao longo da estrada Mário Covas, no Miguel Badra, começando pela entrada do município e finalizando uma milhas acima, no sentido de Itaquaquecetuba. No Guaió, os serviços indicados podem ser implementados entre o rio Tietê, na altura da Vila Maria de Maggi, e a avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66), abaixo do Trecho-Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21). A parte a ser contemplada para limpeza do rio Taiaçupeba deverá ser definida posteriormente.
Conforme foi demonstrado, os resíduos acumulados no fundo do Jaguari evitariam o impacto das chuvas na região norte, e, no caso do Guaió, preservariam os bairros Jardim Quaresmeira, Jardim Monte Cristo e Jardim Suzanópolis, na região do centro expandido. No Taiaçupeba, por exemplo, ações de desassoreamento entre o trecho do rio Tietê até a represa de Taiaçupeba diminuiria a chance de transbordamento para o Jardim Maitê e muitas localidades do entorno.
Oliveira frisou que os serviços nestes rios, assim como estão sendo feitos no Tietê, integram o conjunto de ações destinadas à prevenção de transbordamentos em caso de fortes chuvas.