19/04/2023

Suzano apresenta projeto inédito para licença automatizada de edificação

Suzano apresenta projeto inédito para licença automatizada de edificação

Legislação foi aprovada pela Câmara de Vereadores no último dia 12 (quarta-feira) e plataforma já está acessível aos profissionais da construção civil

A Prefeitura de Suzano lançou nesta quarta-feira (19/04) a Licença para Edificar Automatizada (Leda), ferramenta inédita no Alto Tietê e expoente no cenário nacional, que visa a emissão de alvarás de maneira automática com estimativa de liberação do processo no prazo de até sete dias. A novidade se dá por meio do sistema Acto, plataforma de aprovação de projetos on-line, e vem para garantir mais agilidade e desenvolvimento para a cidade, poupando aos profissionais da construção civil a espera do modelo convencional, que chegava a 90 dias.

O prefeito Rodrigo Ashiuchi e a equipe da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, liderada pelo secretário Elvis Vieira, apresentaram a novidade para representantes da Câmara de Vereadores, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-SP), da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS) e da Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris).

A partir de agora, a Leda passa a ser uma das opções de licenciamento da atividade edilícia do município e visa emitir Alvará de Licença para construção de maneira automática entre cinco e dez dias, um tempo muito mais curto do que o procedimento até então adotado, que exigia a análise de um técnico da Prefeitura de Suzano, cujo trabalho a ser desenvolvido para o fornecimento do referido documento poderia durar alguns meses. A solicitação pode ser requerida junto sistema de aprovação de projetos, plataforma Acto, já disponibilizado e difundido junto aos profissionais responsáveis pelas obras e procuradores legalmente constituídos.

É importante destacar que é exigido o cumprimento de alguns requisitos para que o processo possa ser aberto. A licença só será concedida nas seguintes condições: o lote real deve ser igual à descrição na matrícula e tem que estar regular junto ao cadastro imobiliário da prefeitura; não poderá haver débitos com o município; o terreno não pode estar situado em área mapeada como de risco, áreas de proteção ambiental, tais como área de recuperação dos mananciais (APRM), área de proteção permanente de rios e córregos (APP) e área de proteção ambiental (APA) do Rio Tietê; além de áreas de risco; loteamentos irregulares; Zona Especial de Projeto de Intervenção Urbana (Zepiu) e Zona Especial de Preservação Cultural (Zepec).

Os serviços que poderão ser solicitados via Leda atenderão a três tipos de demandas. Uma é a categoria residencial, chamada de edificação unifamiliar (R1), independente de sua área de construção. E as outras duas chamadas de Edificações de Uso Não Residencial (nR), que atendem respectivamente às construções destinadas ao uso para serviço (S1) e finalidade comercial (C1) de baixa incomodidade, com área de até 300 metros quadrados (m²), exceto as edificações destinadas ao uso industrial. A Leda tem validade de 18 meses, podendo ser revalidada por igual período, antes de seu vencimento, mediante o pagamento das taxas ou preços públicos, conforme legislação municipal.

Unanimidade

Depois de nove meses de muito diálogo entre os representantes do Executivo e os conselhos de classe, o projeto chegou à Câmara no primeiro trimestre deste ano, onde foi apreciado e aprovado por unanimidade. “As comissões receberam simultaneamente o projeto para que pudéssemos colocá-lo para votação em um tempo satisfatório, dada a importância do tema. Com apoio dos vereadores, conseguimos aprová-lo no último dia 12 (quarta-feira). Entendemos a necessidade e a praticidade da Leda para o município”, destacou o presidente do Legislativo suzanense, Joaquim Rosa.

O secretário Elvis Vieira associou essa conquista à implementação do Plano Diretor do município, aprovado em 2017. “Quando foi iniciada a atual gestão, nós buscamos desenhar o futuro da cidade e a maneira como ela deveria se desenvolver por meio do Plano Diretor. Estamos sendo norteados por esse documento, que foi um marco zero para todas as outras leis. É um instrumento transformador para Suzano, já que há alguns anos a emissão levava até seis meses para ser emitida. Atualmente, era feita em aproximadamente 40 dias e agora, por esse mecanismo automático, a licença poderá ser liberada em uma semana”, avaliou Vieira.

O prefeito Rodrigo Ashiuchi afirmou que a Leda será importante para o desenvolvimento econômico do município. “Quando a licença para construção é emitida de maneira mais ágil, mais obras são feitas em um menor espaço de tempo. Se contarmos que cada obra permitida pela Leda pode empregar alguns funcionários, são mais empregos e mais renda para os nossos munícipes. Podemos projetar um fortalecimento dos estabelecimentos que dão suporte a essas atividades, como as lojas de material de construção e até mesmo o comércio de alimentos, onde as pessoas fazem suas refeições. Estamos no mês que celebra os 74 anos de emancipação político-administrativa de Suzano, mas já pensamos nos 100 anos do município. Queremos contribuir com o desenvolvimento da cidade e a melhora da qualidade de vida dos moradores”, reforçou o chefe do Poder Executivo municipal.

Presenças

Participaram do evento o secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, e o coordenador da Unidade de Planejamento e Assuntos Estratégicos (Upae), Mauro Vaz; os vereadores Artur Takayama; Marcel Pereira da Silva, o Marcel da ONG; Rafael Antônio Morgado, o Toninho Morgado; a diretora de Planejamento Territorial de Suzano, Eliene Coelho; o diretor de Planos e Projetos, Ricardo Hatiw Lu; o diretor administrativo do Crea-SP, Joni Matos Incheglu; a conselheira do CAU-SP, Ana Paula Preto; o presidente da AEAAS, Eduardo Habu; o corretor de imóveis e membro da Acoris, Gérsio Ignacio; o gerente comercial da empresa Eicon, José Octávio de Oliveira, responsável pela gestão do sistema Acto; e a vice-presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac), Cindi Otaviano.